Zinkpo, também chamado Trono de Daomé, era um trono real, proveniente de Daomé, atual Benim. Era um dos principais objetos em exposição no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Infelizmente, o incêndio do Museu Nacional, em 2018, destruiu um extenso acervo da memória nacional. Neste acervo ora destruído encontrava-se o Trono do Daomé que foi oferecido pelo rei Andandozan para o príncipe regente D. João VI como um gesto diplomático. Incorporado ao acervo do Museu Nacional em 1818, o zinkpo tornou-se um símbolo do poder, da soberania e da diplomacia dos reinos africanos. Desse modo, o incêndio de 2018 destruiu patrimônios com significados imensuráveis. Esse projeto se propõe a reunir pesquisadores e o artista plástico Oséias Casanova para reconstruir o Zinkpo do Museu Nacional, de forma que seja possível resgatar uma parte da memória africana no Brasil representada pelo Trono de Daomé.
Nilson Bezerra, Prof. UERJ, Diretor do Museu Vivo do São Bento.
Em 2015, recebemos um convite dos ProfessoresNielson Bezerra, para estudo de viabilidade da produção de reserva técnica do Trono do Daomé. Procedemos a visita, onde foram feitos os registros fotográficos, aferidas as dimensões e identificadas técnicas e a matéria prima. Todas as informações foram arquivadas esperando a confirmação, por parte do Museu Nacional, para o início do projeto. Em novembro de 2018, o incêndio do Museu Nacional, entre milhares de peças no acervo, o trono também fora consumido. A partir deste fato, nasce a necessidade de manter presente a importância do Trono do Daomé, sua história e as histórias de todos a ele ligadas, as técnicas e ferramentas utilizadas e o processo de reconstrução em si. A história do Trono, do Museu Nacional e do Brasil se compõem e se simbolizam. Todos perdem com a perda do trono. O simbolismo do trono vai além do material, trazendo consigo importâncias da história africana, do Brasil império e das diversas lutas por igualdade racial e resistência que constroem a nossa sociedade. O presente projeto tem como objetivo a criação de uma cópia do Trono do Daomé, África. Peça doada pelos embaixadores do Rei Adandozan (1718-1818) ao Príncipe Regente D. João VI, em 1811. Provavelmente data da passagem do século XVIII ao XIX. O trono foi incorporado ao acervo do Museu em 1818. A cópia do trono será esculpida na madeira identificada do trono original e, juntamente um documentário sobre o trono e seu processo de reconstrução.
Oseias casanova escultor, nascido em Duque de Caxias em 22 de maio de 1968. Com MBA em história da arte o artista se consolidou no mercado com diversas premiações e trabalhos para o patrimônio público. Dentre suas premiações e títulos podemos citar: Conselheiro do negro em Duque de Caxias, medalha tia surica pelo Rio de Janeiro, campeão nacional no concurso de pintura do exército em 2013, menção honrosa pela exposição Perspectivese, placa de homenagem pelo museu 25 de Agosto pelo trabalho em escultura, medalha Masp - Museu de Arte de São Paulo, medalha Zumbi dos Palmares pelo trabalho exercido na Cultura, convite a compor, como Imortal, a academia niteroense de artes do Rio de Janeiro, prêmio Cesgranrio pelas artes plásticas, prêmio Forte de Copacabana pelas artes plásticas, exposição na Áustria Pequim e Bangkok, além de mais de 40 exposições e palestras realizadas. Versos trabalhos realizados com faculdades do Rio de Janeiro e São Paulo dos pontos dentre estes o custo de Alberto Luiz Coimbra fundador da cop UFRJ a reconstituição crânio facial feito pela ur juntamente com o professor Nelson massini e troféus para homenagear personalidades atuantes no âmbito nacional por atividades positivas na área de Ciência e Tecnologia, tendo sido premiados ministros deputados e diversas personalidades atuantes no meio. Recebendo também a honraria de ter o seu nome citado em diversos livros com sua biografia além de fazer parte de diversas matérias em jornal rádio televisão e ter sido citado em provas de alguns municípios
“O valor das amazonas é real. Treinadas desde a infância com os mais árduos exercícios, constantemente incitadas à guerra, elas levavam às batalhas uma fúria verdadeira e um ardor sanguinário... Inspirando com sua coragem e sua energia indomável tropas que as seguiam”
Léonce Grandin